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Veja documento que decreta prisão preventiva do advogado Jefferson Moura acusado de estupro

 

O advogado Jefferson Moura Costa, acusado de estupro praticado na tarde da última quarta-feira (14), teve a prisão em flagrante convertida a prisão preventiva, ou seja, ele permanecerá mais tempo preso nesse início de inquérito. 

A decisão é de Markus Calado Schultz, juiz da Central de Inquéritos de Teresina, em atendimento a solicitação do Ministério Público. O documento foi assinado às 13h14 desta quinta-feira (15).



Segundo consta no documento, o advogado de defesa de Jefferson já havia entrado com pedido de "Liberdade Provisória, sem fiança, apenas com aplicação de medidas diversas da prisão", o que não foi acatado.

Assista o depoimento completo da faxineira vítima de estupro. Clique AQUI.

Para a manutenção da prisão do acusado, o juiz declarou o seguinte: 

a) a conduta praticada pelo autuado ultrapassou o simples limite de reprovabilidade: ele trancou o apartamento; ameaçou matar a vítima; a vítima foi abordada enquanto trabalhava como faxineira, tendo a sua confiança violada;

b) há elementos que revelam o risco concreto de reiteração delitiva, pois (b.i) a biografia criminal do autuado, indica a sua contumácia delitiva.

O CRIME

O suspeito levou a vítima até sua residência e, segundo a palavra da vítima, no caminho até o local da tarefa, aquele falava sozinho e sorria alto, dizendo "suas vagabundas, vocês vão ver...", causando pânico na vítima. 

Ao chegarem no prédio, o suposto agressor teria "dado uma virada no porteiro" - a vítima acredita que Jefferson fez isso para que aquele não a visse. No apartamento, ele trancou a porta e ela foi para um dos quartos, espantando-se quando viu a quantidade de camisinhas (novas e usadas) espalhadas e vários lubrificantes.

A vítima passou a estranhar a ausência de roupas ou objetos femininos, suspeitando que ele havia mentido sobre ter uma esposa e "sentiu" naquele momento que seria estuprada. Logo após, ela viu o pênis dele ereto dentro do short e que ele estava massageando o órgão genital. 

Quando a senhora S.B.S. foi para um dos quartos, ele a surpreendeu, agarrando-a pelo seu pescoço e passando a mão nos seus seios. Ele teria tirado a roupa da vítima e colocado o pênis na sua vagina, usando camisinha. 

Ela pedia que ele parasse e não a matasse, mas ele continuava com o ato forçado, dizendo coisas sem nexo, como: "Essas vagabundas tem é que morrer mesmo" e "Vagabunda merece é isso mesmo, tu e as outras vagabundas!." O suposto infrator a jogou num colchão e ficou lhe dando ordens, mandando que a vítima pulasse em cima de seu pênis ("Pula Vagabunda! Pula e goza!"). Ela falou que não conseguia, enquanto chorava, instante em que ele começou a esfregar os dedos na sua vagina, dizendo que se ele quisesse a matar, ele daria um tiro em sua cara.

Depois disso, ele voltou para o sofá e continuou lendo um livro (sobre sexo). Enquanto isso, ela olhava pelas janelas, procurando meios de fugir e, ao mesmo tempo, continuava a faxina para disfarçar. Quando o suspeito viu a vítima pegando uma faca, perguntou-lhe agressivamente o que ela queria mexendo ali. Posteriormente, ela pulou da janela. Ao chegar num prédio próximo, contou a um porteiro que havia sido estuprada, o qual não acreditou nas palavras da vítima, mas um senhor ordenou ao porteiro que abrisse para ela entrar e se proteger, acionando a polícia em seguida. 

Uma moradora deste prédio afirmou que viu quando o carro do suspeito passou duas vezes na frente do local, procurando por S.B.S., e que anotou a placa do carro, repassando depois aos policiais. Ainda desponta da narrativa que o suposto agressor também dizia "Agora vai terminar teu serviço vagabunda, que daqui a pouco é a vez de outra". A equipe policial chegou ao local e deparou-se com Jefferson voltando no carro com outra mulher.


Histórico Criminal

A ficha criminal do advogado é extensa, em abril de 2010, ele matou com um tiro no abdômen (e assumiu) o cabo do Exército Arione Moura Lima, que tinha 23 anos à época. O crime aconteceu em Picos, município situado 306 quilômetros ao Sul de Teresina.

Em março de 2011, o advogado foi internado em estado grave após causar um acidente que matou três pessoas na BR-110, proximidades de Cícero Dantas, a 302 quilômetros de Salvador, na Bahia. No acidente, ele colidiu com uma ambulância de Canudos (BA). 


Em 2012, quando estava em liberdade provisória, o advogado voltou a ser preso por assediar uma mulher e forçar um beijo em um restaurante da capital. Levado para a delegacia, ele provocou a delegada de plantão à época proferindo palavras de baixo calão contra a DPC.

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