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Oitava suspeita de matar jovens que cavaram a própria cova em Timon é presa

 


Karina A do Carmo Sousa, mais conhecida como Esmeralda, foi presa suspeita de participar do duplo homicídio de Joyce Ellen, de 15 anos e Maria Eduarda, de 17 anos, jovens que foram levadas para uma emboscada, torturadas e obrigadas a cavar a própria cova na cidade de Timon (MA). O crime aconteceu no último dia 21 de março de 2021.

Em entrevista à imprensa, o delegado Antônio Valente, titular da Delegacia de Homicídio de Timon, informou que Karina foi presa na sexta-feira (23) à noite e que mais duas mulheres foram acrescentadas à lista de indiciados por participação no crime. A primeira lista tinha dez nomes, agora são doze, quatro dos suspeitos, dois homens e duas mulheres, são considerados foragidos pela Justiça do Maranhão, incluindo Johnny Willer Rodrigues de Souza, que aparece na foto de capa desta publicação. As duas mulheres na imagem já se encontram presas.

"Já somamos oito e temos ainda mais quatro foragidos, mais duas mulheres e dois homens, essas novas duas mulheres estou repassando agora. Aquela ação do julgamento, da sessão de tortura e morte foi tudo feito pela ala feminina de uma facção criminosa, por isso o número de mulheres presas. Isso não quer dizer que não tenha participação de homens, já vimos que alguns deles ajudaram de alguma forma, na logística, cavando ou enterrando as vítimas, pois segundo a facção os homens não podem agredir as mulheres, mas participam de outros modos", disse o delegado.

O chefe de investigação também comentou sobre a participação da travesti Williane de Sousa Teófilo (a segunda da imagem na capa) presa por participar do crime. "Nós temos elementos que demonstram claramente que ela estava no local [do crime], inclusive, faz parte da investigação, não há nenhuma dúvida. Essa pessoa esteve aqui na delegacia no início das investigações e se contradisse bastante no interrogatório, foi ela quem trouxe a garota e participou do ato em si", comentou.

AS PRISÕES

A Delegacia de Homicídios informou que 6 (seis) pessoas foram presas e outras 4 (quatro) tiveram mandados de prisões expedidos e são considerados foragidos da justiça. 

A primeira prisão ocorreu no dia 23/4/2021 na cidade de Carlos Barbosa, estado do Rio Grande do Sul, num trabalho integrado entre as polícias do MA, PA e RS. Outras duas jovens foram presas no dia 24/06/2021 em Teresina, através da DH com apoio da Denarc e DAI (todas unidades de Timon). No dia 28/6 policiais civis da DH prenderam outra envolvida e com ela apreenderam 44 pedras de crack.

No dia 13/7/2021, a Delegacia de Uruçui, através do Delegado Carlos Alberto Jorge e equipe de policiais civis daquele município prenderam outra das envolvidas. 

Na data de hoje (19/7) uma equipe da DH Timon, comandada pelo Delegado titular da DH, prendeu na cidade de Marabá-PA outra das investigadas na morte das jovens. A ação teve participação da Polícia Civil do Pará (Núcleo de Inteligência e Delegacia de Polícia Administrativa), além do Departamento de Combate ao Crime Tecnológico DCCT/SEIC, que vem trabalhando em conjunto com a Delegacia de Homicídios de Timon.

FORAGIDOS

As denúncias podem ser feitas através do telefone (99) 98447-1057 ou qualquer outra unidade policial.

Os policiais informaram que o êxito das identificações e prisões só foram possíveis com ajuda da comunidade e a integração das polícias do MA, PI, PA e RS, bem como a atuação do Ministério Público e do Judiciário. 

A SHPP e equipe da DCCT/SEIC estão em trabalho conjunto com a Delegacia de Homicídios, assim como unidades policiais de Timon e Teresina-PI que também auxiliam em informações e operacionalidade.

O crime bárbaro noticiado a nível nacional chocou as cidades de Timon e Teresina onde duas jovens foram barbaramente torturadas, assassinadas e tiveram seus corpos ocultados em covas rasas.

VÍTIMAS NÃO ERAM FACCIONADAS

A Delegacia de Homicídios informou que o quadro feminino da organização de origem maranhense e que já alcançou outros estados foi responsável pelas mortes das jovens. Que nenhuma das duas vítimas eram faccionadas, que Joyce residia na área da organização rival e postava fotos fazendo menção apenas por brincadeira. Já Maria Eduarda residia na área da organização que a matou, fazia fotos com o símbolo da referida organização sem ao menos participar e foi executada. Pelo menos 3 das envolvidas conheciam Maria Eduarda do bairro Vila da Paz.

As investigações chegaram a conclusão do requinte de crueldade aplicado nas jovens, confirmando que uma das vítimas pediu pra morrer de tiro ou que a enterrasse viva mas que não batessem mais na mesma. Os laudos cadavéricos apontaram meios cruel. As jovens foram mortas com golpes de faca, taco, pá e picareta e uma delas enterrada ainda viva.

A Delegacia de Homicídios (DH) de Timon informou que logo após o fato, por ordem do Secretário de Segurança Pública e Delegacia Geral do Maranhão, dois policiais civis fossem lotados de imediato na DH para integrarem o efetivo que antes eram apenas 3 investigadores. A Delegacia de Homicídios de Timon tem atuado em crimes contra a vida, desaparecimentos de pessoas e no combate a Organizações Criminosas.






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