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EXCLUSIVO: Suspeito de matar segurança de filho do governador Wellington Dias é morto no Dirceu

 


Um homem identificado como Anderson Pipoqueiro foi executado com cerca de três tiros por volta das 21h30 desta quarta-feira (06) na Avenida Noé Mendes, região do grande Dirceu, zona Sudeste de Teresina.

A vítima andava em uma motocicleta quando foi perseguido por suspeitos em um carro não identificado. De dentro do veículo, os suspeitos efetuaram os tiros e fugiram em sentido ignorado.


 Uma ambulância do SAMU esteve no local, mas não foi possível fazer o atendimento, pois Anderson não resistiu aos ferimentos e veio a óbito lá mesmo na Avenida Noé Mendes. Com o homem foi encontrado uma arma artesanal e munição de calibre 38.

As informações obtidas pelo Repórter Ponto 50 que esteve na cena do crime dão conta de que Anderson era um dos suspeitos de participar do crime que resultou na morte de um policial militar que fazia a segurança do filho de Wellington Dias, governador do Piauí. Essa morte aconteceu em fevereiro de 2015.

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MORTE DO PM

Na noite de 6 de fevereiro de 2015, há exatos 5 anos, o policial militar do Piauí, Francisco das Chagas Nunes, de 43 anos, foi morto com dois tiros nas costas ao tentar evitar que o filho do governador Wellington Dias fosse assaltado.

Vinícius Dias, filho de Dias, foi abordado por quatro adolescentes em um Celta no bairro Jóquei Clube, zona Leste de Teresina quando saía de um culto. O PM Nunes chegou a trocar tiros com os bandidos, feriu um jovem de 16 anos na época que foi localizado no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), mas acabou sendo baleado fatalmente.

Vinícius, hoje médico formado, mas na época ainda estudante de Medicina, tentou reanimar Nunes, mas não obteve êxito.

Reportagem publicada pelo portal G1 PI, um mês após a morte do cabo Nunes, informava que os adolescentes já haviam sido identificados e sentenciados pelo juiz Antônio Lopes, titular da Vara da Infância e Juventude

De acordo com o magistrado, dois suspeitos cumprirão medida socioeducativa e ficarão internados por três anos no Centro Educacional Masculino (CEM) e outros dois no regime semiaberto. “Seguimos o que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente. Dois tiveram medidas mais pesadas, se é que podemos dizer assim, porque tiveram participação direta na morte do militar, outros dois foram coautores do crime. Acredito que em pouco tempo esses menores estão soltos novamente. A pena para menores é muito branda, quem paga a pena mais pesada é quem morre”, disse o juiz.

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