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Criança de 3 anos atropelada e arrastada por moto no Promorar dá entrada no HUT em coma

 


Noite de sexta-feira (29) na Vila Santa Cruz, região do Promorar, zona Sul de Teresina. Por volta das 19h30 a pequena Evellyn Yasmin, de apenas três anos, foi atropelada e arrastada por uma motocicleta por cerca de um metro. O veículo só parou quando um morador o segurou pela traseira e cessou o movimento.

A criança brincava próxima à calçada de sua casa com a irmã de oito anos. Uma tia as acompanhava do alpendre. As irmãs andavam de bicicleta, cantavam e corriam quando um jovem surgiu pilotando em alta velocidade e causou o acidente. Desesperada, a mãe Emillayne Steffanya, começa a perguntar o motivo de ele ter feito aquilo, de não ter freado ou parado a moto. 

O rapaz apenas responde não ter visto a criança e é protegido pela mesma pessoa que parou a moto. Assim, foge da cena do acidente sem prestar socorro à vítima. 

Emillayne e o irmão Wallyson Jhon acionam o SAMU, porém temendo demora no atendimento decidem levar Evellyn em carro próprio até a UPA do Promorar. Lá a criança é prontamente atendida, medicada e passa a tomar soro. A mãe, que não sai de perto, percebe que ao fim da medicação a respiração de sua filha vai diminuindo. 

Novamente se desespera e começa a gritar por socorro na enfermaria. Os médicos aparecem e levam a pequena para a Sala Vermelha. Horas depois voltam com um documento para que Steffanya assine e autorize o transporte de Evellyn até o Hospital de Urgência de Teresina (HUT). O quadro clínico da paciente se agravara e inspirava maiores cuidados que a UPA já não dava conta.

A garotinha dá entrada no HUT já desacordada. É entubada e passa por exames na cabeça, costas e pernas. A mãe aguarda o laudo médico no momento para saber como está a saúde da pequena. Ao Repórter Ponto 50, ela conta que a filha "botou muito sangue pelo nariz", que ao chegar na UPA não queria deixar ninguém tocá-la, pedia a todo momento para ir pra casa e se queixava de sentir muitas dores.

A mãe contou não ter tido tempo de procurar uma delegacia de Polícia Civil para dar queixa do caso. No momento do acidente, sem reação, também não conseguiu acionar a Polícia Militar.

A família pede ajuda para arcar com os custos durante o tratamento de Evellyn. A criança vai precisar, entre outros materiais, de fraldas e produtos de higiene. A família também vai precisar se locomover diariamente de casa para o hospital. Quem puder ajudar, pode entrar em contato com Maria Clara, tia da vítima, através do número 84 98131-6735 | 86 99567-0978.

Abaixo a transcrição do relato de Emyllayne Steffanya à reportagem, que a entrevistou na porta do HUT.

Ela só tem 3 anos, ela foi atropelada, minha filha se encontra no HUT em coma respirando por aparelhos. Até agora não tenho mais notícias nem certeza sobre quanto tempo ela vai ficar entubada e eu quero Justiça, porque eu quero encontrar o bandido que fez isso com a minha filha, porque até agora nem a família e nem ele se manifestou pra me ajudar.

Pela aparência, ele pode ser menor de idade, mas também pode ser que não. Ele arrastou minha filha por uma distância de um metro. 

[Ela] botou bastante sangue pelo nariz, tá com a cabeça bastante machucada, as costas, as pernas rasgou bastante. [Primeiro levamos ela] para a UPA do Promorar, aí o estado dela se agravou e foi mandada para o HUT. Agora no momento ela se encontra entubada, respirando por aparelhos. 

Estou aguardando ainda o laudo médico para saber como [ela] está a situação dela, porque ela estava fazendo um exame na cabeça para saber, a pancada mais forte foi na cabeça que levou à entubação dela.

Quando teve o acidente ela ficou chorando no chão pedindo pra mim pegar ela, dizendo mãe me ajuda. Quando chegou na UPA do Promorar ela gritava, pedia que ninguém pegasse nela, pedia para ir pra casa e que estava doendo muito a perna, doendo muito a cabeça e que queria ir pra casa. Depois ela apagou e não acordou mais.

[Quando os meédicos disseram que seria preciso trazê-la ao HUT] eu chorei bastante porque é uma situação triste, você não sabe se a pessoa vai ficar bem, se vai piorar, se vai ficar viva ou não, então eu estou sem estrutura, está doendo demais ver minha filha nessa situação. 

Eu tenho mais três filhas, com ela quatro. 

Peço Justiça, que [os parentes] entreguem ele [o suspeito] para a Justiça, porque ele agiu como um moleque, com covardia, não socorreu minha filha e que minha filha está desse jeito por culpa dele e que a família tem que dá conta dele, não importa onde ele esteja. 

Ele só parou quando uma pessoa chegou atrás e puxou a traseira da moto e que fez com que a moto parasse, porque ele não parou, seguiu arrastando minha filha. Essa mesma pessoa que parou a moto ficou ao lado do motoqueiro, defendendo ele porque eu comecei a brigar com ele.

A população simplesmente se assustou com a minha maneira de agir porque sou mãe e ninguém ficou do meu lado. Eu fiquei desesperada, mal conseguia pegar minha filha procurando quem tinha feito aquilo. 

Confira a entrevista na íntegra no vídeo a seguir:


Clique AQUI e veja também a transmissão ao vivo feito diretamente do HUT.



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